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Mallu Magalhães e o Fantasmão

A mídia tradicional ajuda a alimentar o hype da conta, mas ignora os “artistas da internet” que surgem na periferia

Por Ronaldo Lemos Imagem Rafael Goldchain


Não há dúvidas de que Mallu Magalhães deve muito à internet por ter se tornado uma das cantoras mais conhecidas do Brasil. Até meados de janeiro de 2009, suas músicas foram ouvidas mais de 2,5 milhões de vezes no MySpace. Mas é importante notar que o sucesso de Mallu deve muito também à “mídia tradicional”. O hype iniciou-se na rede, por exemplo através do blog do amigo Lucio Ribeiro, e depois continuou por jornais e televisão. Em janeiro de 2009 era possível encontrar matérias sobre a pequena notável na maioria dos grandes diários (Estadão, O Globo, Zero Hora, JB etc.). Além disso, sua presença na TV, mãe de todas as mídias no Brasil, também se tornou constante, tanto nos canais abertos quanto fechados.

Assim, Mallu é uma artista “da internet”, mas é também uma artista “da mídia” (e não há nada de negativo nisso!). O curioso é que existem outros artistas “da internet” que não atraem praticamente nenhuma atenção da mídia, apesar de atingirem proporções similares ao hype da jovem cantora (e muitas vezes públicos maiores do que o dela). Esse fenômeno acontece principalmente na música das periferias no Brasil. Graças à acelerada inclusão digital trazida “de baixo para cima” pelas lan houses, faz já algum tempo que as periferias brasileiras estão conectadas à rede. E, com isso, o fenômeno do “artista de internet” também chegou por lá, talvez com mais velocidade, frequência e público do que no “centro”.

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